Publicado em 27/02/2020 às 19h54 | 1438 visualizações |

Sinte Piauí rechaça, em entrevista coletiva, ameaças e discurso falacioso do governo

 

Na manhã desta quinta-feira (27), durante a coletiva de imprensa realizada no auditório da sede do Sinte Piauí, pautada pela greve geral dos/as trabalhadores/as em educação básica pública do Piauí, entre outros pontos, cabe destacar a abordagem em relação a situação dos aposentados, eixo de grande parte das perguntas realizadas no âmbito da entrevista.

Sobre este tema, a presidente da entidade, Paulina Almeida, centrou sobre o não reajuste deste segmento da categoria no ano passado, e a perspectiva de que também não recebam reajuste no ano corrente, além de serem penalizados com a reforma da Previdência do governo Wellington Dias a partir do mês de abril.

Na concepção da presidente do Sinte Piauí “... o governo vai carregar nas costas a culpa pelo fim da paridade no Piauí e por ter aprovado uma reforma maléfica da Previdência, com 12% a 14% de desconto dos aposentados e aposentadas. Exigimos respeito a paridade e a dignidade de ativos e aposentados, esta é uma das bandeiras de luta do Sinte Piauí”, definiu Paulina Almeida, complementando que o objetivo é a valorização de toda a categoria.

 Ao ser indagada sobre o discurso do governador, e de alguns dos seus secretários, na mídia, francamente enganoso, de que os/as trabalhadores/as da rede estadual de educação já recebem acima do Piso nacional, a presidente do sindicato destacou que “...recebemos um valor salarial que há oito anos acoplou  a regência e a progressão ao vencimento. Separando estas do vencimento, a sociedade perceberá que é, no mínimo, uma brincadeira de péssimo gosto defender que já recebemos o Piso”, acentuando ainda, Paulina, que o governador precisa cumprir com o seu papel de gestor e pagar os reajuste de 4,17% referente ao ano de 2019 e o reajuste de 12,84% relativo ao ano de 2020, no vencimento, para todos e todas profissionais da rede estadual de educação.

O diretor de Comunicação do Sinte Piauí, Joao Correia, afiançou que “...o governo estadual está se especializando em não cumprir as leis pertinentes a educação, como no caso da Lei para reforma de 15 escolas, o que não foi feito, a Lei do diretor de escola, colocando  professores substituto, o reenquadramento do funcionário, e a lei do Piso. O governo tem que “cair na real”, deixar de passear por aí e resolver os problemas da educação, entre estes, escolas quebradas, escolas sem quadro funcional completo, professores substitutos sem receber e chamar o secretário de educação para resolver o problema das aposentadorias.”, finalizou João Correia.

Sobre os boatos de que estaria ocorrendo negociação entre o Sinte Piauí e o governo estadual, Paulina desmentiu, caracterizando como notícia falsa, plantada para tentar minar a força da greve. Segundo ela “A greve continua por tempo indeterminado pois a proposta apresentada na Assembleia Legislativa, condicionada ao limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, não condiz com a expectativa da categoria, lembrando que o governo do Piauí há dois anos não sai do limite e não tem perspectiva de sair.”.

No que tange a força da greve, a presidente da entidade agradeceu o apoio de pais, Centrais Sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB), sindicatos, movimento estudantil, e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) que “sensibilizados com as nossas demandas tem procurado nos ajudar, mas, infelizmente não tivemos sucesso nas tentativas de diálogo com o governador”

Antes de encerrar a coletiva de imprensa , lendo uma carta aberta para a sociedade, na qual abarcou os principais motivos da greve e rebateu as leviandades e ameaças oriundas do Palácio de Karnak, Paulina Almeida destacou no que se refere a ameaça de corte de ponto, que “ é uma falta de respeito com a categoria, pois sempre fazemos a reposição, por responsabilidade social. Se descontar, estaremos desobrigados legalmente de repor as aulas, o que não faremos pois não queremos prejudicar os estudantes , ao contrário do governo estadual.”, concluiu a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí.

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