Publicado em 19/02/2020 às 12h14 | 664 visualizações |

Trabalhadores não se intimidam e realizam ato na Alepi

 

Trabalhadores/as em educação do Piauí, em greve geral há nove dias, ocuparam, na manhã desta terça-feira (18), o pátio da Assembleia Legislativa do Piauí – Alepi, para pressionar os/as deputados/as estaduais em relação ao movimento paredista, principalmente no que diz respeito a obrigatoriedade do pagamento do reajuste de forma linear, para ativos e aposentados; ao engodo que caracteriza a proposta que o governo estadual alardeia na imprensa e mídias sociais e as “meias verdades” do discurso leviano dos membros do governo no que tange aos vencimentos da categoria.

Sempre aguerridos e coesos, os/as trabalhadores/as não se inibiram diante das tentativas de cerceamento e intimidações do aparato policial disposto na Alepi e realizaram a sua manifestação com o vigor da revolta contra o massacre que o governo Wellington Dias quer perpetuar contra a categoria.

Durante a manifestação, a presidente do Sinte Piauí, Paulina Almeida, sublinhou que “ a greve está se fortalecendo cada vez mais, tanto em Teresina, quanto nos Núcleos Regionais, graças ao trabalho de mobilização dos dirigentes do Sinte Piauí e ao desenvolvido pela base da entidade. A força dos 40.000 trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede estadual, tem que ser ouvida. A Greve Geral continua até que o governo respeite a verdade e a lei, e negocie com o sindicato, legítimo representante da categoria”, definiu Paulina Almeida.

Foi decidido que na quarta-feira (18), além das mobilizações nas escolas do estado, uma comissão, atuará na Alepi, em cada gabinete, para firmar a posição da categoria frente a intransigência e a falta de compromisso com a verdade e a educação pública por parte do governo estadual.

Ao final do ato, a presidente do Sinte Piauí, com pleno apoio dos/as trabalhadores/as, repudiou a entrevista concedida pelo secretário de administração do estado, Merlong Solano, tanto por deixar subentendido que a categoria percebe grandes salários , quanto por, totalmente fora de sua alçada, desmerecer e querer delinear os rumos da greve. Paulina destacou que “... as assembleias da categoria são soberanas para começar ou acabar com a greve, portanto não cabe a nenhum gestor, publicamente tentar minimizar o movimento. A greve por tempo indeterminado continua! Finalizou a presidente da entidade.

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