Publicado em 02/05/2019 às 17h01 | 1357 visualizações |

TRABALHADORES UNIDOS CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

As maiores centrais sindicais do país realizaram, nesta quarta-feira, 1º de maio, atos unificados do Dia do Trabalho nas capitais e em cidades do interior, contra a Proposta de Emenda Constitucional nº 006/2019, que objetiva reformar a Previdência Social.

No Piauí, a data foi marcada por manifestações realizadas em várias cidades, como em Piripiri e Parnaiba. Na capital, as centrais sindicais fizeram um ato unificado na Praça da Integração, no Parque Piauí, durante o qual as diversas lideranças da classe trabalhadora e dos movimentos sociais reforçaram o repúdio a proposta do governo Bolsonaro de acabar com a Previdência Social, no molde em que constitucionalmente está construída, qual seja pública e solidária, entregando a Previdência nas mãos dos bancos.

O ato, que contou com um espetáculo de música popular, foi fechado com uma passeata de protesto no Parque Piauí, com o apoio da população em toda o percurso, fortalecendo a luta contra os ataques brutais contra os direitos sociais dos/as trabalhadores/as.

É unânime a necessidade de união no movimento sindical diante da conjuntura crítica para o campo democrático, o que exige respeito para a construção da luta coletiva frente, entre outros ataques, a criminalização dos movimentos sociais efetuados pelo governo Bolsonaro, tentando asfixiar os movimentos sociais e privilegiar, ainda mais, o grande Capital.

Nesta perspectiva, a presidente do Sinte-PI, Paulina Almeida, conclamou a união da classe trabalhadora contra a PEC 006/2019, afirmando que “...estamos firmes e unidos para lutar e derrotar a reforma da Previdência e outros projetos neoliberais que visam desestruturar os direitos sociais da classe trabalhadora”.

PEC 006/2019

A PEC nº 006/2019 será analisada, na próxima semana, pela Comissão Especial na Câmara dos Deputados. A aposentadoria por tempo de contribuição irá acabar e as mulheres serão obrigadas a se aposentarem com, no mínimo, 62 anos de idade, e os homens 65 anos.

Além disso, o tempo mínimo de contribuição subirá de 15 anos para 20 anos e os trabalhadores vão receber menos, apenas 60% do valor do benefício será pago se a reforma for aprovada. Para ter acesso à aposentadoria integral, o trabalhador terá de contribuir por pelo menos 40 anos.

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