Publicado em 23/12/2020 às 18h21 | 4244 visualizações |

Aberto canal de negociação entre Sinte Piauí e governo estadual

 

Nesta quarta-feira (23), a diretoria do Sinte Piauí, representada pela presidente da entidade, Paulina Almeida e pelo vice-presidente, Kassyus Lages, acompanhados pelo deputado estadual João de Deus e pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores do Piauí, Paulo Bezerra, foram recebidos, em audiência realizada no Palácio de Karnak, pelo governador Wellington Dias, pelo secretário de Fazenda, Rafael Fonteles e pela superintendente de Relação Social do Governo, Núbia Lopes.

Há alguns dias o deputado João de Deus e o presidente da CUT-PI, Paulo Bezerra articulavam a abertura de um canal de negociação com o governo estadual, para discutir a pauta de reinvindicações dos trabalhadores em educação, envolvendo os reajuste salariais dos anos de 2019 (4,17%) e 2020 (12,84%), os descontos dos aposentados, Precatórios do Fundef, retorno das aulas presenciais, Reajuste do PLAMTA, inovação tecnológica nas escolas, promoções e aposentadorias.

No curso da reunião, o governador  alegou que, em relação aos reajustes salariais existe a lei federal 173/2020 e a Lei de Responsabilidade Fiscal que impedem os reajustes salariais até dezembro de 2021. Relatou que consultou o Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) sobre a possibilidade de cumprir com o reajuste. 

Quanto aos demais pontos, afirmou que o governo terá, no que diz respeito as promoções, capacitações nos cursos de pós-graduação e aquisição de novas tecnologias, e principalmente no que tange aos reajustes,  condições favoráveis para avançar no primeiro trimestre do próximo ano, a partir das respostas do TJ-PI e do TCE-PI, as consultas realizadas. Sobre o não reagendamento das aposentadorias, se comprometeu a retomar os agendamentos e agilizar os processos.

O Sinte continua na luta por resultados concretos pela valorização dos trabalhadores em educação. Assim, entende  que esta reunião representa um passo para a  resolução e o encaminhamento efetivo das pautas da categoria, por isto, nunca nos furtamos de sentar para negociar de forma democrática e republicana. Neste sentido, permanecemos alertas, vigilantes e aguerridos, sempre buscando a melhor saída para os interesses dos trabalhadores em educação e para educação pública do nosso estado.

 

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