Publicado em 28/06/2020 às 12h17 | 683 visualizações |

Respeito: é a palavra que define o Dia do Orgulho LGBTQi+

Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos por LGBTfobia

 

Dia do Orgulho LGBTQI+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, queer, pessoas intersex e outros) é comemorado, no dia 28 de junho, em todo o mundo. Neste mesmo dia, no ano de 1969, ocorreu, na cidade de Nova York, o que veio a ser conhecido como a Rebelião de Stonewall Inn, em referência ao nome de um bar que era, e ainda é, frequentado por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e que sofria repetidas batidas policiais, sem justificativas, em ações de bastante truculência e preconceito da polícia.

Naquela noite, a violenta repressão policial foi respondida pelas pessoas presentes no bar, que se revoltaram contra as autoridades. Os enfrentamentos que seguiram por cerca de cinco dias e tornaram-se um marco na luta pela igualdade de direitos de LGBT+.

Um mês após a revolta, foi feita a 1ª Parada do Orgulho Gay. A comunidade LGBT+ marchou pelas ruas da cidade, demonstrando que não estaria mais disposta a aceitar essa opressão e que exigiria os mesmos direitos de toda a população. Desde então, esta data é celebrada por meio de paradas e outros eventos culturais, numa expressão de orgulho de assumir publicamente a orientação sexual e identidade de gênero.

No dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou da lista internacional de doenças o homossexualismo. Esse termo hoje é considerado pejorativo por conta do sufixo “ismo”, referente à doença, que foi substituído por “dade”, relativo ao modo de ser.

 

Apesar dos avanços, discriminação e preconceito persistem

Cada país e cultura trata na prática a questão da homossexualidade de maneira diferente, com menor ou maior grau de violência ou exclusão.

No Brasil, o Supremo Tribunal Federal aprovou no dia 13 de junho de 2019 a criminalização da homofobia. O casamento civil igualitário ocorre na prática desde 2011.

Mesmo diante de alguns pequenos avanços, tem crescido nos últimos anos uma onda conservadora a esse respeito, como podemos ver nos debates sobre a aprovação dos planos de educação.

De acordo co uma pesquisa de uma ONG alemã, O Brasil lidera o ranking mundial de assassinato por LGBTfobia. Mais um dado estarrecedor é que a cada 23 horas uma pessos é morta no Brasil por LGBTfobia. 

Com o reconhecimento da criminalização do crime de homofobia no Brasil e em alguns países, ainda existem mais de 70 países no mundo ainda criminalizam a homossexualidade, até com pena de morte em alguns países. 

Avançar na construção de uma sociedade livre da exploração e da desigualdade

O racismo, o machismo e as diversas formas de preconceito em relação à orientação sexual são exemplos de diferenças humanas que são transformadas em desigualdades.

A luta contra essas opressões deve ser parte integrante da luta geral da classe trabalhadora contra essa forma de viver que se sustenta sobre a nossa exploração. Apenas em uma sociedade em que tenhamos nossa sobrevivência garantida de forma fraterna, na qual não precisemos concorrer entre nós para nos manter vivos, é que estarão lançadas as bases para o respeito ao diferente, seja qual for sua expressão.

 O SINTE-PI, defende e respeita o direito de escolher sua orientação sexual. “Nós somos humanos, e as transformações que acontecem na sociedade devem ser vista com respeito. Nós, trabalhadores em educação temos a missão de educar e mostrar o respeito ao ser humano em todas as suas escolhas. A empatia, fato de colocar-se no lugar do outro e procurar entender suas motivações, é fundamental para que tenhamos uma sociedade justa e igualitária”, ressaltou a presidente da entidade, Paulina Almeida.

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