Publicado em 23/06/2020 às 21h12 | 540 visualizações |

Renúncia do pior ministro da educação da história do Brasil exige a apuração de todos os seus desmandos

 

Renúncia do pior ministro da educação da história do Brasil exige a apuração de todos os seus desmandos enquanto exercia o cargo e a apreensão de seu passaporte se faz urgente

 O dia de ontem marcou a renúncia de Abrahan Weintraub, economista que ocupou o cargo de ministro da educação do Brasil por pouco mais de um ano, mas que representou tempo suficiente para envergonhar a todos/as os/as brasileiros/as. Umas das figuras mais execráveis a ocupar o cargo de ministro da educação no país, Weintraub foi um ministro que plantou ódio e perseguição enquanto exerceu seu cargo, atributos diametralmente opostos a tudo o que se espera de um gestor responsável por área tão sensível e importante para qualquer país, mas especialmente no Brasil, fundamental para nosso futuro.

Absolutamente deseducado com quaisquer boas regras de convivência política, Weintraub insultava os/as educadores/as, perseguia professores/as, ofendia universidades, não cansava de agredir os/as estudantes brasileiros/as e chegou ao cúmulo de ofender o patrono da educação brasileira, Paulo Freire. Dono de uma mentalidade persecutória e conspiratória, ele só poderia ter sido ministro da educação de um governo como o de Jair Bolsonaro. E mesmo entre todos os seus auxiliares, ele conseguiu ser, facilmente, um dos piores avaliados.

Em todo o seu período no Ministério da Educação, nada apresentou ou fez de positivo para a educação brasileira. Ao contrário, sua gestão – ou falta dela – foi marcada por polêmicas das mais toscas, por ele mesmo promovidas. Patrocinou uma política de verdadeira caça às bruxas quando quis impor uma abjeta censura ideológica nas provas do ENEM e promoveu despudoradamente o corte de milhares de bolsas estudantis da CAPES. Foi um fomentador da política de mercantilização e privatização da educação, em que o projeto Future-se, para o ensino superior brasileiro, foi o maior exemplo. Definitivamente, foi um ministro a serviço dos interesses privatistas da educação brasileira. Um capataz do mercado educacional!

A sua renúncia ocorre logo depois de, de forma vexatória, ofender os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e as populações quilombolas e indígenas de nosso país em reunião ministerial. Mas nada conseguiu ser mais vergonhoso do que seu próprio ato de renúncia, quando à frente do presidente Bolsonaro, visivelmente incomodado diante de sua fala, pediu de forma sabuja um abraço ao presidente que, de forma constrangida, o ofereceu de má vontade. Uma cena patética divulgada publicamente!

Agora, diante de sua fala recorrente de se refugiar nos Estados Unidos, o Senado Federal lhe impõe mais uma derrota daquelas de provocar em todos/as vergonha alheia: os senadores da República solicitaram a apreensão de seu passaporte, diante de sua anunciada e iminente saída do país.

Os/as educadores/as brasileiros/as apoiam a proibição de saída do país do ex-ministro e a apreensão de seu passaporte! É aqui no Brasil que ele deve responder por todos os atos condenáveis que ele praticou enquanto gestor da educação. Conclamamos aos países que devem ratificar a sua ida para o Banco Mundial, cargo prometido por Bolsonaro em sua saída do ministério, a não fazê-lo! O mundo não precisa mais de uma figura tão deplorável como foi Abrahan Weintraub enquanto ministro!

Brasília, 19 de junho de 2020
Direção Executiva da CNTE

Tags

sem tags

Mais de Nacional