Publicado em 02/06/2020 às 08h24 | 2144 visualizações |

Sinte postula dados de aulas remotas através do Ministério Público do Piauí

 

O Sinte Piauí protocolou um requerimento para o Ministério Público do Piauí - MPPI, mais especificamente para a coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação e Cidadania do Ministério Público. No documento, o Sindicato solicita que, diante da situação catastrófica na educação estadual, o MPPI obtenha da Secretaria Estadual de Educação – SEDUC-PI, os registros de frequência dos alunos e de acompanhamento das atividades propostas.

Além disto, foi requerida a exposição formal à SEDUC-PI, sublinhando taxativamente que as aulas remotas não podem ser consideradas como efetivas no que concerne a contabilizar as 800 horas estabelecidas na Lei de Diretrizes e Bases, são apenas complementares, tanto por proibição legal, quanto por não abranger universalmente os estudantes.

Foi requerido também, que à SEDUC-PI pare de pressionar os professores que se neguem a aderir a modalidade remota, seja em função da falta de tecnologias adequadas, capacidade para promoverem as aulas, pelos distúrbios psicológicas devido à pandemia, ou por qualquer outro motivo.

Não somos contrários as aulas remotas como complementação, para manter o vínculo com o aluno, mas, nos opomos firmemente a substituição das aulas presenciais pelas remotas, pois estas possuem uma metodologia diferente, não podemos, de uma hora para outra, querer mudar isso. O ensino da rede estadual é feito e planejado para aulas presenciais e não vai ser a toque de resolução ou normativa que essa metodologia vai ser mudada e realizada de forma, no mínimo, satisfatória.

A nossa luta sempre foi e será pelo direito à Educação pública de qualidade e universal, norteada pela aprendizagem, o que não ocorre na modalidade remota, principalmente pela dificuldade de acesso da maioria dos estudantes e professores as novas tecnologias.

Nesse momento a nossa preocupação é a preservação da vida. O ano letivo não precisa ser coincidente com o ano civil, portanto, não será perdido, acentuando que ele já foi reposto em outras situações críticas, como após as greves.

No atual contexto nossa reflexão deve estar direcionada para a compreensão do mundo e dos problemas da humanidade, é hora de energizar o diálogo, a escuta social dos protagonistas no processo educativo, repensar as políticas educacionais e embarreirar os processos de privatização da educação pública desencadeados pelo modelo remoto, e acima de tudo garantir o direito à Educação e à vida digna.

 

Tags

sem tags

Mais de Local