Publicado em 26/11/2020 às 00h09 | 649 visualizações |

Expectativa de vida dos aposentados pode cair ainda mais com desconto da Previdência

 

Expectativa de vida é um índice que estima o número de anos que, potencialmente, uma pessoa possa viver. O Piauí, de acordo com os dados da Tábua Completa de Mortalidade 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar de ter dobrado a possibilidade da população sobreviver entre os 60 e 80 anos, detém a segunda menor perspectiva do país, só ficando acima de Rondônia.

No que diz respeito à expectativa de vida geral no Piauí, o aumento continua o segundo mais baixo do país, 71,6 anos, superando somente o Maranhão. A média nacional é de 76,6 anos, portanto, cinco anos a mais. Em comparação com Santa Catarina, estado no qual a média de expectativa de vida é de 79,9 anos, são oito anos a mais que o Piauí.

Além de ser um dos parâmetros na determinação das aposentadorias dos trabalhadores do Regime Geral de Previdência Social, a Tábua Completa de Mortalidade evidencia a relação direta entre expectativa de vida e políticas públicas que, por exemplo, promovam uma educação de qualidade e universal, sistema sanitário, renda digna e acesso a saúde.  

Infelizmente, esta perspectiva não representa a realidade de servidoras e servidores estaduais aposentados, visto que, além de sofrerem também com o arrocho salarial implantado pelo governo Wellington Dias, são violentados com os descontos imposto pela Reforma da Previdência.

O governador do Piauí não teve sequer a sensibilidade para suspender estes nefastos descontos durante a crise sanitária (O Sinte entrou com uma ação judicial neste sentido), desmerecendo os que lubrificaram por décadas a máquina estatal com seu suor e desconsiderando as necessidades específicas que possuem, como a compra de remédios de uso contínuo e alimentação de qualidade e regular, tornando ainda mais precárias as condições de vida dos aposentados e aposentadas do estado.

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