Publicado em 08/10/2020 às 18h58 | 323 visualizações |

Luta dos professores chega aos cinemas dia 15 no filme "Abraço"

Longa fala sobre resistência dos educadores em Sergipe, mas também sobre aspectos da atuação sindical brasileira

 

No próximo dia 15 de outubro, o filme "Abraço" será lançado em todo país. É um marco histórico para o movimento sindical: é a primeira vez que um filme de ficção, longa metragem, é realizado com recursos da classe trabalhadoras, para falar sobre a classe trabalhadora e que chega aos cinemas para o grande público. No início da semana do dia 12 de outubro divulgaremos mais informações sobre onde e como o filme poderá ser assistido.

Retrato da resistência popular, da luta do movimento sindical e estudantil contra a desvalorização da educação e dos professores, com cenas que trazem à tona o debate sobre o machismo, o racismo, a unidade, a resiliência e o cotidiano de trabalhadores e trabalhadoras.

O filme “Abraço - A única saída é Lutar”, com direção de DF Fiuza, fala sobre este universo. O longa será lançado no dia 15 de outubro nos drive-ins, cinemas selecionados e no cinema virtual e, a partir do dia 29, será distribuído em plataformas digitais (Apple Tv, Google Play, Now, Looke, Vivo Play e Youtube Filmes) pela O2 Play Filmes.

Vencedor de um importante festival de cinema no Brasil, o Cine PE, com o prêmio "Filme" (Júri Popular), Abraço fala sobre a luta dos professores em Sergipe com o governo, a fim de garantir direitos alcançados pela categoria. Na história, 30 mil professores de todas as partes do estado deixam suas escolas para viajar até Aracaju, capital sergipana, em protesto pela valorização diante de um Judiciário prestes a votar pelo fim da carreira do magistério.

O filme, entre outros aspectos, também mostra a atuação de lideranças sindicais e o cotidiano dos trabalhadores ao retratar, entre uma cena e outra, a vida de uma professora, interpretada pela atriz Giuliana Maria, que precisa lidar com um marido contrário à luta popular e enfrentar práticas machistas que encontra em seu dia a dia.

Para o diretor DF Fiuza, Abraço é um filme sobre “resistência, mas, acima de tudo, é um filme sobre união, sobre a força que tem a coletividade. Eu tenho ouvido muitos relatos de pessoas depois de assistirem ao filme, elas dizem que o filme é uma convocação para a resistência, que o filme faz com elas olhem para elas mesmas e se pergunte: e eu, o que eu estou fazendo?”, comenta.

Segundo Fiuza, esta é a primeira vez que um filme de ficção é realizado com recursos da classe trabalhadora e chega aos cinemas para o grande público. O longa metragem teve patrocínio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) e parceria da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da CUT.

“O apoio aos fazedores de cultura e à produção nacional deve ser cada vez mais fortalecido pelo movimento sindical, mostrando os bastidores da luta da classe trabalhadora e as barreiras impostas no campo jurídico e pela disputa política, ainda mais neste momento em que vivemos a retirada de direitos pelo governo Bolsonaro. Abraço só reforça o quanto é necessário valorizar a arte como forma de retratar as resistências”, afirma o secretário de Cultura da CUT-SP, Carlos Fábio.

 

Sinopse
Em 2008, os/as professores/as sergipanos/as travam uma luta jurídica com o governo do estado para evitar a perda de direitos. Para manter essas conquistas, cerca de 30 mil professores/as de todas as partes do estado deixam suas escolas e partem em uma longa jornada na capital, Aracaju. Nesse contexto, a professora Ana Rosa vive o desafio da tripla jornada - de ser mãe, mulher e dirigente sindical.

 

Sobre o filme
Produzido para ter um caráter artístico/documental, o filme é baseado em fatos reais e utilizou mais de 500 figurantes reais e mais de 80 atores locais, de Sergipe, desconhecidos do grande público. O longa faz uma leitura e uma crítica ao cenário político brasileiro atual, principalmente no tocante à desvalorização permanente dos professores e da educação de modo geral. Apesar da crítica social, trata-se de uma obra de ficção que aborda o drama pessoal de uma professora dividida entre a defesa de seus direitos profissionais e a rotina doméstica em sua casa. O filme "Abraço" venceu os prêmios de Melhor Filme (Júri Popular), Melhor Atriz e Melhor Trilha Sonora Original no Festival de Cinema de Pernambuco 2019.

Veja o trailer

Filme Abraço, 2019, drama

Ficha Técnica:

Escrito e dirigido por:
DF Fiuza

1º Assistente de direção
André Srur

Produtores
Manú Santiago
Kaippe Reis
Kika Medeiros
Priscila Costa
Leila Moraes
Dilson do Nascimento

Produção executiva
DF Fiuza
Marcela da Costa

Direção de produção
Marcela da Costa

Direção de arte
Laura Carvalho

Direção de fotografia
Jorge Monclar

Casting
Jorge Lins

Música original
André Abujamra
Eron Guarnieri

Som direto
Marcello Benedictis

Mixagem
Julian J. Ludwig

Figurino
Ticiana Siqueira

Cabelo e maquiagem
Uedja Carvalho

Montagem
Bruno Miod
Fabiana De Freitas
Inagê Kaluanã

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