Publicado em 26/08/2020 às 13h02 | 549 visualizações |

26 de agosto | Dia Internacional da Igualdade Feminina: a luta por dignidade e respeito continua

 

26 de agosto é o Dia Internacional da Igualdade Feminina, data lembrada em várias partes do mundo. O dia, celebrado inicialmente nos EUA, representa mais um marco histórico das lutas das mulheres pelo sufrágio feminino, por direitos civis, por representatividade política e por igualdade. A data é uma importante oportunidade para sensibilizar as sociedades quanto à eliminação das desigualdades existentes entre homens e mulheres.

No Brasil, como resultado da mobilização pelo sufrágio e pelos direitos das mulheres, foi fundada a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino – FBPF, em 1922. As brasileiras tiveram direito ao voto dez anos depois, em 1932, quando foi aprovado um novo Código Eleitoral garantindo o sufrágio feminino.

As mulheres têm níveis de escolaridade mais altos, fazem mais tarefas domésticas desde pequenas e estão chefiando cada vez mais famílias no Brasil. Mesmo assim, elas continuam sendo desvalorizadas no ambiente de trabalho e ganhando, em média, menos que os homens. É o que mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Dia Internacional da Igualdade Feminina traz à tona reflexões importantes sobre o papel da mulher na sociedade contemporânea, seus anseios e a maneira com que as políticas públicas estão sendo implementadas para que a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres seja uma constância nesses tempos modernos.

Apesar de a diferença nacional entre os sexos já ser alta, a situação fica ainda mais desigual a depender da região ou estado do país.

Segundo Cristiane Soares, pesquisadora da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, questões socioeconômicas devem ser analisadas para entender as diferenças regionais. “Norte e Nordeste têm salários menores e, com isso, a desigualdade é pequena, mas continua sendo desigualdade. Em regiões com salários mais altos e em centros urbanos, que têm maior concentração de empresa, a disparidade aumenta”, diz.

Escolaridade x diferença salarial

Quanto mais altos os níveis de escolaridade dos trabalhadores, maior é a desigualdade entre os sexos. Independente do tempo de estudo, os homens sempre ganham mais. Segundo Cristiane, a desigualdade de gênero é um dos fatores que explicam essa situação, mas não o único. 

Segundo a economista e pesquisadora de gênero Tânia Fontenele, coordenadora do Instituto de Pesquisa Aplicada da Mulher, os postos de poder, historicamente, são majoritariamente masculinos. “Homens escolhem homens, e fica esse círculo perverso porque muitas organizações discriminam as mulheres porque elas precisam sair para cuidar dos filhos. A culpa é do pai, é do machismo e também de questões culturais”, diz.

Além de ganhar menos, as mulheres ainda sofrem mais com o desemprego.As mulheres têm inserção de trabalho inferior aos homens, pois sempre foram ligadas a cuidados da casa e dos filhos. Quando o mercado está aquecido, ele busca essas mulheres como uma mão-de-obra a mais, mas, quando há uma crise, o impacto é maior para elas.

Alta escolaridade

Nem tudo, porém, é má notícia para as mulheres. O nível de escolaridade é maior entre as mulheres e elas também são consideradas referências na família. O IBGE considera como pessoa de referência quem é responsável pela unidade domiciliar (ou pela família) ou assim considerada pelos outros membros. 

Tags

sem tags

Mais de Local