Publicado em 21/08/2020 às 20h38 | 466 visualizações |

Marcha das Margaridas: Duas décadas de luta por justiça social e igualdade de direitos

 

Atualizada em 21/08/2020, ás 20:45h

A sessão solene virtual da Assembleia Legislativa do Piauí, proposta pela deputada estadual Elisângela Moura (PCdoB), e por ela presidida na quinta-feira (20), foi norteada pelas homenagens aos 20 anos da Marcha das Margaridas, sublinhando a maciça mobilização que a cada quatro anos, inspirada na luta e na resistência de Margarida Alves, reúne mulheres do campo, da cidade, da floresta e das águas.

A  marcha foi batizada em tributo ao legado de Margarida Maria Alves , líder do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba, na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais até ser assassinada no dia 12 de agosto de 1983.

A resistência semeada pelo seu exemplo eclodiu na organização da primeira Marcha das Margaridas, no ano de 2000, com as mulheres trabalhadoras dos campos e cidades, na trincheira democrática, bradando pelo fim da violência no campo, por direitos trabalhistas e contra a violência e a opressão. Esta primeira edição da Marcha reuniu 20 mil agricultoras, quilombolas, indígenas, pescadoras e extrativistas de todo o Brasil e a cada quatro anos, mulheres do campo, da floresta e das comunidades ribeirinhas ocupam Brasília, culminando com a participação de mais de 100 mil mulheres na Marcha das Margaridas no ano passado.

Todas as edições da Marcha das Margaridas foram marcadas pela mobilização das trabalhadores da rede estadual de educação, como destaca a presidente do Sinte Piauí, Paulina Almeida, acentuando que “ a Marcha é um dos eventos mais importantes para a nossa categoria por potencializar a luta por direitos, como por exemplo, o direito a educação e a saúde. Representa a voz das mulheres do campo e da cidade contra o feminicídio, fortalecendo a luta popular pela democracia”, destacou Paulina Almeida.             

Para a diretora da secretaria da mulher do Sinte Piauí, Antônia Ribeiro, a participação intensa das trabalhadoras em educação do Piauí, deixa claro que a perspectiva de união das mulheres no combate a violência de gênero, em suas distintas facetas, não é uma utopia, mas um fato, constatando que “ a Marcha é uma construção coletiva. Hoje, é perceptível a coesão na luta de mulheres de diversos espaços e vivencias, em prol das reivindicações de nossos direitos. A participação na Marcha das Margaridas é um aprendizado que têm nos proporcionado avançar, mesmo que paulatinamente, atuando em vários campos da sociedade”, delineou Antônia Ribeiro.

Os que pensam que podem tudo, inclusive retirar diretos da classe trabalhadora e matar as lideranças da luta popular do campo e das cidades, ainda não perceberam o que é semeado com o sacrifício das Margaridas, Marias, Severinas, Joanas, Antônias, Franciscas, Marielles e Rosas: Primaveras mais intensas e iluminadas.                                       

MARGARIDAS NA LUTA! MARGARIDA ALVES, PRESENTE!

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