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Coletivo de Combate ao Racismo da CNTE planeja novas ações e defende a democracia Destaques Notícias 

Coletivo de Combate ao Racismo da CNTE planeja novas ações e defende a democracia

Vidas Negras importam! É com essa convicção que aconteceu em Curitiba-PR o Encontro do Coletivo de Combate ao Racismo da CNTE. As atividades ocorreram na semana passada com espaços reservados na pauta para informes de cada estado mas, principalmente, para planejamento das ações que serão levadas pela pasta no próximo período.

Para Iêda Leal, Secretária da pasta de Combate ao Racismo, responsável pelo encontro, a CNTE acerta muito quando encampa, com consistência, a questão do combate ao racismo nas bandeiras de luta, produzindo material e promovendo elementos que subsidiam o debate sobre o tema nas escolas de todo o Brasil. “Um encontro como esse é estratégico e baliza as ações nos estados. O pensar conjuntamente, o aprofundamento do estudo do fascículo editado pela CNTE, essa troca riquíssima de experiências, tudo isso nos instrumentaliza para a luta, mas também nos fortalece e anima para os enfrentamentos e para a resistência. O fato de estar acontecendo em Curitiba, é mais um marco na defesa da democracia”, avalia.

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A Secretária Iêda também falou sobre os avanços obtidos pela pasta: “Temos ampliado a atuação da secretaria, estamos com representatividade de todos os estados e agora também com os Municipais, o fato de que vários sindicatoscriarem secretarias específicas é um grande resultado. Outra conquista tem relação com o dia 20 de novembro que está ganhando corpo e hoje falamos em mês da consciência negra e não apenas em um dia!”, comemorou.

Apesar de apresentar algumas especificidades, muitos dos desafios são comuns aos estados. A implementação da lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas redes públicas e particulares da educação, por exemplo, é um desses desafios urgentes, inclusive para combater a violência infringida às religiões de matriz africana, que é um fato recorrente, com ataques aos terreiros e outros locais de reunião, muitas vezes praticados por agentes do estado que, ao invés de protegerem os cidadãos, se prestam a perseguir negros e negras. Medidas legais tem que ser tomadas para acabar com essa situação, mas a educação é, sem dúvida, a maior arma da luta antirracista.

O cantor e compositor Da Ghama, fundador do grupo musical Cidade Negra, foi o palestrante convidado e trouxe sua experiência de menino negro da periferia do Rio de Janeiro, que descobriu na arte uma forma de apoiar as questões sociais, artísticas e culturais. Ele defendeu a importância da resistência do movimento negro nos sindicatos da educação e da unidade da luta: “O movimento negro tem que ser unificado. Estados e municípios tem que estar muito unidos para reafirmar nossa história e nosso papel nessa sociedade”, defendeu. Ele ainda concedeu uma breve entrevista que será publicada brevemente no site da entidade.

Participam deste encontro 22 representantes de 15 entidades afiliadas à CNTE, sendo: AFUSE, APEOESP, APP/PR, CPERS, FETEMS, SINPRO/DF, SINPROJA/PE, SINTEAC, SINTESE, SINTE/PI, SINTE/RN, SINTE/SC, SINTEGO, SINTEP/MT e SINTERO.

Fonte: CNTE

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