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Opinião: “Resistência e luta!”

*Marinalva Neiva

Colegas, o movimento pela manutenção da greve continua mais forte e vem ganhando volume com a adesão de mais escolas e cidades que não tinham parado no período da deflagração da greve por descumprimento do governo ao acordo judicial.

Vamos nos manter unidos e firmes, sem medo de pressão das GREs ou do governo e da Seduc. Eles vão usar todas as armas que eles possuem e lhes convém para coibir nossa luta. Eles vão utilizar a mídia contra o nosso movimento que é legítimo e acima de tudo legal.

Todavia, nós somos fortes! Nós temos autonomia para decidimos por nós mesmos sem medo de ameaças de quem quer que seja. Sejamos coerentes com a nossa causa que é justa! Vamos respeitar a decisão da maioria pela valorização do magistério!

Soubemos que houve descontos de contra-cheques de três professores de Alegrete e de outra cidade porque resolveram aderir à greve e por isso foram punidos.

No entanto, esse ato insano mostra como alguns gestores se colocam na qualidade de ‘capitão do mato’ ou seja de senhor de escravos movidos por interesses políticos-partidários e pessoais.

Uma pena que esse tipo de prática inaceitável e conduta desleal para com sua categoria e para com seus companheiros de trabalho ainda existe em nosso Estado que é um dos mais pobres da federação pela má gestão dos recursos públicos!

Direção e coordenação são cargos temporários! Não permanecem em seus vencimentos a insignificante gratificação de cargos quando estes se aposentam. É degradante que na educação ainda sobrevivem essas práticas de exploração e de perseguição de nossos professores! É uma vergonha para nós professores e alunos!

Quando na verdade deveríamos estar unidos em defesa da educação. Deveríamos estar juntos para combater essa política de retaliação e de destruição que o terceiro governo do Wellington Dias implantou no Piauí. Uma política de sucateamento da educação pública! Denunciemos!

Quem aqui não precisa do IASPI, do PLAMTA ou não fez um empréstimo consignado e hoje esses servidores se veem na penúria de verem negados seus atendimentos médico-hospitalates além de passarem pelo constrangimento de receberem cobranças indevidas por aquilo que já pagaram, pois já foram descontados de seus míseros vencimentos?

Pensemos nisso! A responsabilidade sobre a educação não é apenas dos professores que tem seus direitos básicos negados e destruídos a cada ano. A responsabilidade pela valorização do magistério é do governo que recebe os recursos do FUNDEB e não repassam aos professores e às escolas.

O Piso do Magistério é uma lei que assegura a valorização do professor na tentativa de repor suas perdas salariais e da inflação além buscar garantir um mínimo de dignidade humana.

Nós estamos na legalidade na busca da justiça. Nossa luta é legal e justa! O governador está ilegal ao negar o nosso Piso de 6.81% e a paridade para os aposentados porque desviou o dinheiro da educação, dos professores, dos servidores administrativos, dos alunos e das escolas.

Por isso vamos resistir! Vamos cobrar do governo para onde ele desviou os recursos do FUNDEB. A quem ele promoveu? Ele mesmo? Seus aliados? Vamos cobrar uma posição do Judiciário! Vamos acionar o Ministério Público e OAB! Eles são os órgãos para garantir a justiça e dignidade da pessoa humana além de nós mesmos! Vamos de mãos dadas permanecer firmes e unidos à causa da educação pública!

Em defesa da educação pública!

*Marinalva Neiva, é professora da Rede Pública Estadual da Escola Normal Oficial de Picos (Enop).

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