Trabalhadores em educação cruzaram os braços e cobram obrigações do governo – SINTE PIAUI
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Trabalhadores em educação cruzaram os braços e cobram obrigações do governo

Os trabalhadores da educação básica pública do Piauí paralisaram suas atividades na manhã desta terça-feira (26) em frente ao Palácio de Karnak, para cobrar do governador Wellington Dias o atendimento das pautas dos servidores da educação como: reenquadramento, aposentadorias, reajuste dos funcionários de escola e gratificações.

Paulina Almeida, presidente do Sinte-PI falou da audiência com o governador

O ato reuniu servidores de várias escolas de Teresina e diversos Núcleos Regionais, são eles: Núcleos de Altos, Água Branca, Campo Maior, Jaicós, Pedro II, São Raimundo Nonato, Demerval Lobão, José de Freitas, Floriano, Esperantina, Regeneração, Oeiras, Piracuruca, Picos, União.

Durante o ato a presidente do Sinte-PI, professora Paulina Almeida falou o resultado da audiência realizada na segunda-feira (25) com o governador do estado e que não teve os resultados esperados pela categoria e já informou que o Sindicato já ingressou com ação judicial sobre alguns pontos. “O governador colocou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) na frente de todas as nossas reivindicações, que na verdade são obrigações do governo”, disse a presidente.

“É inadmissível que um gestor demore de três a quatro anos para deferir

Kassyus Lages, vice-presidente do Sinte-PI disse que os trabalhadores em educação não se deixarão enganar com mais uma do governador.

um pedido de aposentadoria de um servidor. Precisamos que o governador encaminhe o mais rápido possível a Lei do Piso do magistério para a Assembleia Legislativa e faça a consulta à PGE e TCE, como ele destacou, para poder assinar o reenquadramento dos funcionários de escola”, destacou Paulina.

A professora Vanda Aragão, presidente da Regional de São Raimundo Nonato, aproveitou a oportunidade para denunciar também as mazelas da educação no interior do estado. “Em São Raimundo Nonato a Secretaria de Educação fechou oito escolas da zona rural e de comunidades quilombolas, e não pára por aí, ainda tem mais de dois meses que os alunos estam sem transporte escolar e faltando aula, correndo o risco de perder o ano letivo por uma falta de atenção com a educação pública do estado”, enfatizou Vanda. A mesma situação de falta de transporte escolar está acontecendo em várias cidades como Floriano, Picos, Jaicós, Miguel Alves, Regeneração e outras.

 

Na regional de José de Freitas o descaso com a educação ainda é pior. Na cidade de Lagoa Alegre os alunos estão assistindo aula no prédio de um hotel com paredes quebradas e salas de aulas separadas por cortinas feitas de lençóis. “O que mais nos estranha é que a escola está sem

Vanda Aragão, presidente do Sinte-São Raimundo Nonato

nenhuma indicação de obra ou reforma. Os alunos e professores estão pedindo socorro e nós do Sinte vamos o possível para chamar a atenção da Seduc para resolver esta situação”, desabafou Gorete Campos, presidente do Sinte-José de Freitas. Os alunos da Escola Unidade Escolar Governador Pedro Freitas, em José de Freitas, farão uma manifestação no próximo dia 28 de setembro denunciando a falta de estrutura da escola para continuar as aulas neste período de B-R-O-BRÓ, período mais quente no Piauí.

Foi aprovado como encaminhamento a participação de todos os trabalhadores em educação em uma audiência solicitada pelo Sinte-PI junto ao TCE-PI para tratar da questão das aposentadorias. “Estamos aguardando que o TCE-PI confirme a audiência, que deve acontecer na próxima semana. Tão logo aconteça a audiência o Sinte-PI irá convoca a categoria para uma assembleia geral para decidir os rumos que a categoria irá tomar sobre as demandas apresentadas”, finalizou Paulina, presidente do Sinte-PI.

Sinte-PI

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